Publicado Ago 03, 2026
Significação musical de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo
Daniele Pendeza
Instituto Neurodiversidade
Joíse de Brum Bertazzo
UFSM
Rossana Flores Bastos
UFSM
RESUMO
Muito é sabido acerca dos benefícios da música para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, porém, ainda são poucos os estudos que consideram percepções de caráter subjetivo e relatadas pelos próprios sujeitos. Assim, a presente pesquisa objetivou identificar a forma como crianças com TEA significam músicas do repertório Ocidental, através de pesquisa qualitativa e desenho com oito crianças com diagnóstico de autismo, sendo quatro com experiência musical e quatro sem experiência. A análise dos dados se deu através da análise de conteúdo para a criação de categorias explicativas da significação musical dos participantes, comparando os dados entre os grupos. Os grupos apresentaram diferenças na significação musical, sendo que as crianças com experiência musical apresentaram maior identificação de emoções, verbalizações, atenção, foco e conhecimentos musicais gerais.
Palavras-chave: significação musical; transtorno do espectro do autismo; musicoterapia; música.
Como citar
Pendeza, D.; Bertazzo, J, de B. e Bastos, R. F. (2026). Significação musical de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo. Revista Neurodiversidade, 7(1), 1-19.
Edição
V. 7, n. 1 (2026): Revista Neurodiversidade (ISSN 2764-5622)
Copyright ©
Todos os direitos reservados
A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.
A reprodução total é expressamente proibida.
A reprodução parcial é permitida sendo obrigatória a citação dos autores e da revista.
REFERÊNCIAS
Associação Psiquiátrica Americana. (2023). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR (D. Vieira et al., Trans.; J. A. S. Crippa et al., Rev. técn.; 5ª ed., texto rev.). Artmed.
Azevedo, N. C. S., & Betti, M. (2014). Pesquisa etnográfica com crianças: caminhos teórico-metodológicos. Nuances: Estudos Sobre Educação, 25(2), 291–310. https://doi.org/10.14572/nuances.v25i2.3189
Bardin, L. (2004). Análise de conteúdo (3ª ed.). Edições 70.
Blacking, J. (2007). Música, cultura e experiência. Cadernos de Campo, 16(16), 1–304. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v16i16p201-218
Boal-Palheiros, G. (2006). Funções e modos de ouvir música de crianças e adolescentes, em diferentes contextos. In B. Ilari (Org.), Em busca da mente musical: Ensaios sobre os processos cognitivos em música – da percepção à produção (pp. 271–302). Editora da UFPR.
Brandalise, A. (2013). Musicoterapia aplicada à pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA): Uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Musicoterapia, 15, 28–42. https://musicoterapia.revistademusicoterapia.mus.br/index.php/rbmt/article/view/238
Cuervo, L., & Rosat, R. M. (2018). Abordagem interdisciplinar entre música e neurociências: Estratégias de fomento e inserção curricular no ensino superior. Orfeu, 3(1), 172–196. https://doi.org/10.5965/2525530403012018172
Deckert, M. (2006). Construção do conhecimento musical sob uma perspectiva piagetiana: Da imitação à representação [Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Paraná]. Repositório Institucional da UFPR. https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/7492
Freire, M. H., Martelli, J., Estanislau, G., & Parizzi, M. B. (2018). O desenvolvimento musical de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo em musicoterapia: Revisão de literatura e relato de caso. Orfeu, 3(1), 145–171. https://doi.org/10.5965/2525530403012018145
Gattino, G. S. (2015). Musicoterapia e TEA: Teoria e prática. Memnom.
Krishnan, A., Zhang, R., Yao, V., Theesfeld, C. L., Wong, A. K., Tadych, A., Volfovsky, N., Packer, A., Lash, A., & Troyanskaya, O. G. (2016). Genome-wide prediction and functional characterization of the genetic basis of autism spectrum disorder. Nature Neuroscience, 19(11), 1454–1462. https://doi.org/10.1038/nn.4353
Pegoraro, L. C. (2017). A música como intervenção neuropsicológica no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA): Uma visão crítica da literatura [Trabalho de conclusão de curso, Curso de Especialização em Psicologia]. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/159137
Priberam. (n.d.). Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. https://dicionario.priberam.org
Fleury, E. A. de B., & Santos, K. D. dos. (2016). Musicoterapia na interação social de pessoas com TEA: Estudo de revisão. Revista InCantare, 7(2), jul./dez. https://doi.org/10.33871/2317417x.2016.7.2.1754
Sakuragi, M. E., & Cunha, R. (2015). Musicoterapia: Um caminho para estabelecer vínculos e relações musicais com crianças autistas. Revista InCantare, 6(2), 97–121. https://doi.org/10.33871/2317417X.2015.6.2.1269
Sampaio, R. T., Loureiro, C. M. V., & Gomes, C. M. A. (2015). A musicoterapia e o Transtorno do Espectro do Autismo: Uma abordagem informada pelas neurociências para a prática clínica. Per Musi, 32, 137–170. https://doi.org/10.1590/permusi2015b3205
Sampieri, H. R., Collado, C. F., & Lucio, M. del P. B. (2013). Metodologia da pesquisa (D. V. de Moraes, Trans.; 5ª ed.). Penso.
Santos, A. L. V., Fernades, C. F., Santana, T. G., Espírito Santo, L. R., Lafetá, B. N. (2015). Diagnóstico precoce do TEA: Dificuldades e importância. Revista Renome – Revista Norte Mineira de Enfermagem, 4(Edição Especial), 23–24. https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renome/article/view/2655
Sassaki, R. K. (2007). Nada sobre nós, sem nós: Da integração à inclusão – Parte 2. Revista Nacional de Reabilitação, 10(58), 20–30. https://www.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2012/01/nada-sobre-n%C3%93s-sem-n%C3%93s2.pdf
Silberman, S. (2015). NeuroTribes: The legacy of autism and the future of neurodiversity. Avery.
Singer, J. (2016) [1990]. Neurodiversity: The birth of an idea [Versão Kindle]. Judy Singer.
Sloboda, J. A. (1985). The musical mind: The cognitive psychology of music. Oxford University Press.
União Brasileira das Associações de Musicoterapia. (2018). Definição brasileira de musicoterapia. http://ubammusicoterapia.com.br/definicao-brasileira-de-musicoterapia/
Wazlawick, P., Camargo, D. de, & Maheirie, K. (2007). Significados e sentidos da música: Uma breve “composição” a partir da psicologia histórico-cultural. Psicologia em Estudo, 12(1), 105–113. https://doi.org/10.1590/S1413-73722007000100013

